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Os Oito Ventos (happu) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jornal Brasil Seikyo 1881   

Oito ventosLucro e prejuízo, difamação e fama, elogio e repreensão, sofrimento e alegria são todos impermanentes; portanto, por que deveriam ser causa de satisfação ou de insatisfação?

Os Oito Ventos são as oito condições mencionadas nos dois primeiros versos da estrofe acima. O Buda ensinou que tais condições são elementos naturais da vida.
Todos passaremos por essas experiências várias vezes em muitas vidas. O Buda também ensinou a não permitir que nenhum desses Oito Ventos nos sopre para fora de curso, a vê-los como condições temporárias, que nos apresentam oportunidades de aprender algo novo. A preocupação desmedida causada por algum desses ventos é sinal de que certamente ainda temos algo a aprender.

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O mundo visto pelo buda PDF Imprimir E-mail
Escrito por BS 1726   

 

Qual o propósito da vida? A felicidade. E qual o propósito da religião ou da fé? Deve ser igualmente a felicidade do ser humano.

O que, então, vem a ser a felicidade? Em que consiste uma vida feliz?

Se a felicidade pudesse ser encontrada nos prazeres efêmeros, o mundo estaria transbordando de felicidade. Se a verdadeira felicidade pudesse ser encontrada em uma vida só de entretenimento, então, o mais apropriado seria consagrar-se ao hedonismo. Porém, do ponto de vista da eternidade da vida, por todo o passado, presente e futuro, essa felicidade é uma ilusão e, no final, irá se mostrar inútil e vazia.

O budismo ensina como podemos atingir uma felicidade indestrutível ou, como dizia o presidente Toda, “um estado de vida de felicidade absoluta”.(...)

A frase (do Sutra de Lótus) “Por asamkhya de kalpas, sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares” significa literalmente que o Buda se encontra no Sagrado Pico da Águia durante um período inconcebivelmente longo e que também aparece em diversos mundos das dez direções.

Do ponto de vista do Budismo de Nitiren Daishonin, isso indica que o Gohonzon existe somente em nossa vida, em todos os momentos e onde quer que estejamos. O Gohonzon sempre está “junto” a nós e “ao nosso lado”, não se afastando de nós por um instante sequer. Ele está sempre conosco. Por favor, vamos gravar essas palavras no coração.

A partir do próximo verso, “Enquanto os seres presenciam o final de um kalpa...”, temos uma descrição de dois mundos completamente distintos. O verso “Enquanto os seres presenciam o final de um kalpa e tudo é consumido em chamas” descreve um mundo de sofrimento que reflete a condição de vida das pessoas. É, na verdade, um estado infernal de sofrimento e temor. Porém, a partir do verso “Esta minha terra permanece segura e tranqüila”, a cena muda completamente. Observamos aqui, paz e tranqüilidade. Há uma vibrante alegria, uma música cheia de vida e uma rica cultura. Este é o mundo visto pelo Buda com seu vasto estado de vida.

Na realidade, esses dois mundos são unos. As pessoas comuns e o Buda percebem e experimentam o mesmo mundo de formas totalmente distintas.

Nitiren Daishonin disse que essa “grande chama” que as pessoas percebem é o “grande fogo dos desejos mundanos”. (Gosho Zenshu, pág. 757.) Não é o mundo, mas sim sua própria vida que está sendo consumida pelas chamas. E, em face disso, as pessoas tremem de medo.

Por isso, o buda as aconselha, dizendo: “O que têm a temer ou a lamentar? A verdade não é tudo o que estão percebendo!” E lhes diz: “Esta terra onde habito está sempre segura e tranqüila.”

Com essas poucas palavras, o Buda dissipa as ilusões das pessoas e “abre” seu estado de vida superficial e limitado. São palavras de grande benevolência que expressam o desejo do Buda de elevar todas as pessoas, toda a humanidade até a suprema iluminação.

Os ensinos pré-Sutra de Lótus expõem que o Buda e as pessoas comuns vivem em “mundos diferentes”. Explica que as pessoas devem atravessar “este mundo”, o mundo saha, até o “outro mundo”, onde se acredita que o Buda habita, e isso só é possível por meio da prática durante um período de tempo extremamente longo.

Porém, o capítulo Juryo ensina que o Buda expõe eternamente a Lei neste mundo saha, que este mundo é a terra do Buda e que o Buda e as pessoas comuns habitam em um mesmo mundo saha.

Nitiren Daishonin afirma em uma de suas escrituras: “Os espíritos famintos vêem o Rio Ganges como fogo; os seres humanos vêem-no como água; e os seres celestiais como amrita.1 A água, em essência, é a mesma, mas aparece sob formas distintas conforme a condição cármica de cada pessoa.” (The Major Writings of Nichiren Daishonin, vol. 5, pág. 163.)

O que vemos difere conforme nosso estado de vida. Porém, quando nosso estado de vida muda, o “mundo” em que vivemos também se modifica. Este é o princípio supremo de “itinen sanzen real”, segundo o qual um único momento da vida contém os três mil mundos, tal como expressa o Sutra de Lótus.

Nitiren Daishonin disse sobre sua vida de contínuas perseguições: “Dia após dia, mês após mês, ano após ano, fui submetido a repetidas perseguições. As perseguições e hostilidades de conseqüências menores são tão numerosas que sequer as conto. Porém, as principais perseguições foram quatro.” (Ibidem, vol. 2, pág. 114.)

Durante seu exílio na Ilha de Sado — que foi incontestavelmente a perseguição de maior severidade — Nitiren Daishonin proclamou tranqüilamente: “Sinto uma imensurável alegria mesmo estando agora exilado.” (Ibidem, vol. 1, pág. 94.) Dessa condição elevada de vida tão vasta como o Universo, ele observava tudo com imperturbável tranqüilidade.

Tsunessaburo Makiguti, o presidente fundador da Soka Gakkai, suportou a dura vida na prisão porque tinha o seguinte em mente: “Quando penso nos sofrimentos que Daishonin enfrentou na Ilha de Sado, vejo que minhas dificuldades não são nada.” Ele também escreveu em uma carta: “Dependendo de como concebemos os fatos, podemos experimentar alegria mesmo no inferno.”

Um vasto estado de vida é produto de um forte humanismo. Para dar outro exemplo, recordo-me de como o segundo presidente, Jossei Toda, encarou o dia em que teve de cessar as atividades da editora que dirigia devido à crise da época. Descrevi essa cena em meu romance Revolução Humana.

Na época, eu tinha 21 anos. Como redator da revista mensal O Japão dos Meninos, estava tomado pelo entusiasmo. Porém, repentinamente, a publicação da revista foi interrompida. Foi realmente um grande choque, como se estivesse a bordo de um avião detido em pleno vôo.

Porém, quando olhei para o presidente Toda, vi que ele estava entretido em um jogo de shogui2 com um amigo, tranqüilo e imperturbável. Por uns instantes, não consegui entender como ele podia proceder daquela forma num momento tão crítico. Mas, pouco depois, o motivo ficou claro para mim. “Ele está certo. Para ele nada mudou. Seu aspecto é uma declaração de que dará continuidade a sua luta.” A inspiração que essa sua atitude infundiu em mim continua vívida até os dias de hoje.

Por mais violentas que sejam as tormentas do destino que nos assolam, nosso espírito de luta não deve vacilar o mínimo. Nossa fé, ou determinação, não deve absolutamente ser destruída. A frase “esta minha terra permanece segura e tranqüila” descreve esse estado de vida.

Eu sou um discípulo de Jossei Toda. Desde a época em que iniciei minha marcha junto a ele, aos dezenove anos, até os dias de hoje, compus uma história de meio século, suportando sucessivas tempestades e navegando por mares tempestuosos. Dessa forma, desenvolvi a força para resistir a qualquer adversidade sem vacilar o mínimo.

O presidente Toda nos ensinou que a frase “esta minha terra permanece segura e tranqüila” refere-se aos nossos lares, onde o Gohonzon está consagrado; nossos lares, estarão “seguros e tranqüilos” como resultado de nossa prática.

Haja o que houver, não devemos absolutamente ser derrotados. Avancemos orgulhosamente com um nobre estado de vida e com este espírito resoluto: “Sólido é o castelo de meu coração.”

 
A iluminação é a transformação do âmago da vida PDF Imprimir E-mail
Escrito por BS 1840   

 

No Ocidente, o Buda é confundido muitas vezes com a concepção cristã do deus absoluto. Por esse motivo, existem pessoas que não conseguem acalentar a convicção de que são capazes de alcançar a condição de Buda. Vamos esclarecer, então, a visão da iluminação segundo o Budismo de Nitiren Daishonin.

A iluminação é a transformação do âmago da vida. É a transformação da vida maculada pela ilusão fundamental por meio da crença de que a Lei Mística é inerente ao ser humano. Essa ilusão fundamental é a causa principal da infelicidade e dos sofrimentos.

Com a força dessa crença, é possível transformar a ilusão fundamental e envolver a vida com o poder ilimitado da Lei Mística, integrando nela a sabedoria dessa Lei. É justamente essa transformação que possibilita a manifestação da grandiosa vida do Buda no interior do ser humano.

Na explanação do escrito “Abertura dos Olhos”, publicada na revista Daibyakurengue, edição de novembro de 2005, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, comenta: “A origem de toda a infelicidade encontra-se na ilusão fundamental. Essa ilusão impede as pessoas de entenderem a Lei Mística como força básica do Universo e de sua própria vida. Não permite também que as pessoas acreditem na Lei Mística mesmo que alguém a ensine. A percepção do Buda transforma essa ilusão em sabedoria. Não é eliminar os desejos mundanos. Quando a ilusão é quebrada pela força da fé, a sabedoria emerge para transformar os desejos mundanos em iluminação”.

O potencial que transforma imediatamente a ilusão em sabedoria chama-se natureza de Buda. Essa natureza está originalmente dotada em todas as vidas.

Nitiren Daishonin denominou essa natureza de Buda inata na vida de todas as pessoas de Nam-myoho-rengue-kyo. Sua crença e sua prática transformam a escuridão em luz, os desejos mundanos em iluminação e estabelecem o caminho para a felicidade absoluta, isto é, a vida do Buda repleta de benefícios. Esta é a essência do Budismo Nitiren.

Desde a fundação de seu budismo, Daishonin avançou pelo caminho da propagação da Lei Mística com a convicção de que a sua recitação é fundamental para a salvação da humanidade.

O que devemos considerar nessa questão é que o estado de Buda emerge como efeito da luta interna que quebra a ilusão fundamental por meio da fé. Por essa razão, Daishonin dá ênfase à prática da recitação, advertindo que o Nam-myoho-rengue-kyo não deve ser considerado como uma Lei existente fora das pessoas. Caso contrário, não será mais Lei Mística.

“Da ilusão para a fé — esta mudança no âmago da vida é o ponto essencial do Budismo Nitiren. Quando cada pessoa estabelecer solidamente essa fé em seu coração, a natureza de Buda inata na vida será estimulada e se evidenciará como uma vigorosa energia vital. Ao contrário, a descrença fará com que a natureza de Buda fique inerte e a vida será envolta instantaneamente pela ilusão fundamental.”

Essa transformação não significa alcançar o estado de deus absoluto, nem um buda sob a concepção cristã de santo ou Deus. O budismo não expõe a personificação de deus absoluto, mas uma lei universal e fundamental que sustenta todos os seres viventes e todos os fenômenos do Universo. Essa lei é chamada de Lei Mística.

Nessa mesma explanação, o presidente Ikeda explica essa questão com um exemplo de fácil compreensão: “Por exemplo, quando espessas nuvens impedem a passagem da luz, a Terra permanece escura. Porém, quando as nuvens se dispersam e permitem a passagem da luz, a Terra fica clara imediatamente. Embora não tivesse ocorrido nenhuma mudança propriamente na Terra, ela emergiu da escuridão e tornou-se uma terra de esperança.

“Num escrito consta: ‘Uma pequena luz pode iluminar imediatamente um local que permaneceu na escuridão por milhões de anos.’ (Gosho Zenshu, pág. 1.403.) Conforme essa frase, uma luz pode dissipar a escuridão de uma caverna independentemente do tempo que ficara no escuro. Essa é a força de plantar a semente da Lei Mística”.

Se acender o fogo na escuridão fundamental, a escuridão desaparecerá instantaneamente. É uma transformação imediata. Este é o Budismo da Semeadura de Nitiren Daishonin.

O mundo escuro sem sabedoria transformando-se num mundo radiante e iluminado pelo sol da sabedoria — eis a mudança que é chamada de iluminação. Com a ascensão do sol, o mundo escuro torna-se claro e radiante. É a mudança para um mundo rico e colorido. O mundo em si não mudou em nada. A única diferença está em receber ou não os raios solares. Neste caso, o sol equivale à Lei Mística e seus raios são como luz da sabedoria. O mundo na escuridão é comparável à situação da vida envolta na ilusão fundamental.

No mundo dominado pela ilusão, os diversos tipos de desejos mundanos agem como obstáculos que impedem as ações da vida. Porém, quando a luz da sabedoria penetra nesse mundo, esses mesmos desejos mundanos deixam de agir como obstáculos. Um mesmo mundo, quando iluminado pela luz da sabedoria, transforma-se num mundo radiante, rico e livre onde não há qualquer obstáculo a atrapalhar as ações da vida.

A força ilimitada da Lei Mística surge na nossa vida no momento necessário e na intensidade necessária. Surge como um potencial para superar as ondas bravias do mundo real.

Podemos citar como exemplo a força da perseverança, a coragem diante de dificuldades, a sabedoria para vencer os impasses, força de concentração, serenidade. O sentimento de pensar no bem-estar dos outros é também uma manifestação da Lei Mística. E o budismo prega também a libertação dos sofrimentos da velhice e da morte. Todas essas mudanças são benefícios que se obtêm quando se transforma a ilusão fundamental em sabedoria.

Por meio da luta para transformar a ilusão fundamental é possível forjar a própria vida e obter a condição indestrutível de felicidade tal como a de um Buda. Isto se chama iluminação na presente existência.

 
A arrogância arruina a vida, e o respeito enobrece PDF Imprimir E-mail
Escrito por BS 1881   

  

Centralizar em si mesmo ou no mestre?

O maior inimigo da prática da fé é a arrogância e o ponto de vista distorcido. O presidente Makiguti advertiu rigorosamente: “Uma pessoa com ponto de vista distorcido é comparável a um músico que sopra o shakuhati (instrumento de sopro de bambu que se assemelha à flauta transversal) de ponta cabeça. Pode soltar um som turvo, e jamais poderá obter o puro e o verdadeiro som do instrumento, isto é, o verdadeiro benefício da prática da fé”.

Nunca seja egocêntrico. No mundo da fé, devemos viver centralizados na Lei Mística e no mestre. Este é o correto caminho.

Os líderes devem ser rigorosos consigo, pois aqueles que são egocêntricos causam muito desgosto aos membros em geral.

Valorizar cada membro

Na Campanha de Fevereiro, que promovi há 55 anos, eu respeitei, confiei e valorizei cada membro do fundo do meu coração. Assumi a liderança da atividade com o pensamento de que cada membro pudesse avivar a chama da esperança e se dedicar com convicção e coragem pelo Kossen-rufu.

Por meio dessa luta, foi possível abrir o caminho para a conquista do grandioso objetivo de 750 mil conversões, o forte desejo do presidente Toda.

Como todos sabem, o importante epicentro dessa campanha foi Kawazaki, na Província de Kanagawa.

Quando, juntamente com Shizuko Shiraki (responsável da DF do Distrito Kamata), visitei a Comunidade Kawazaki, apenas duas pessoas se reuniram. Ela pareceu-me bastante desapontada porque o número de participantes era muito pequeno. Eu, porém, cumprimentei-as alegremente e incentivei-as. Juntos realizamos um vibrante Gongyo.

Pode ser uma única pessoa. Se essa única pessoa levantar-se decididamente, ela poderá levantar muitas ondas de avanço no caminho do Kossen-rufu. Do acúmulo de ininterruptas pequenas lutas nasce a força que conduz à vitória.

No coração do líder não pode haver nenhum traço de arrogância e presunção. Jamais esqueça do puro sentimento que existia em seu coração no início da prática.

Não há necessidade de tratar os dirigentes de maneira especial. Não há necessidade de recebê-los e se despedir deles de forma cerimoniosa. A Soka Gakkai deve sempre colocar os membros em primeiro lugar. Gostaria de valorizar essas pequenas atitudes e fazê-las a grande tradição da Soka Gakkai.

Respeitar e louvar cada companheiro que atua em prol do Kossen-rufu como se fosse buda e reunir suas forças — essa luta do Bodhissattva Jamais Desprezar é que trará a vitória do Kossen-rufu.

Naquela memorável Campanha de Osaka em que o impossível tornou-se possível, a vitória foi conquistada porque houve a dedicada atuação tal como a de Jamais Desprezar.

Nitiren Daishonin adverte rigorosamente na “Carta de Sado”: “À parte disto, aqueles que parecem crer em mim, Nitiren, acalentam dúvidas quando sofro tais perseguições e não somente abandonam o Sutra de Lótus como também tentam me orientar, convencidos em seus conceitos de que são sábios. Quão desprezíveis são aquelas pessoas com mente corrupta que permanecerão no inferno de incessantes sofrimentos ainda mais do que os crentes da Nembutsu!” (END, vol. I, pág. 205.)

Esta é a frase que devemos gravar profundamente no coração.

 
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Tradução


"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?"

Sakyamuni

"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça."

Nitiren Daishonin

 

"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade"

Sensei Daisaku Ikeda