


| A terra pura do Pico da Águia |
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| Escrito por Revista Terceira Civilização 485 | |
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Nos escritos de Daishonin, lemos estas palavras: “Seu corpo e sua mente permeiam a totalidade do mundo dos fenômenos num único instante”. A vida de uma pessoa que falece, tendo praticado firmemente a Lei Mística, entrará em fusão com o estado vasto e ilimitado do Universo e será permeada por uma grande alegria. O presidente Toda dizia que isso era “entrar em fusão com o estado de Buda do Universo”. Nos escritos de Daishonin, freqüentemente lemos trechos como: “Vamos nos encontrar na terra pura do Pico da Águia”, e “Sem falta, tanto a mãe como o filho vão para a terra pura do Pico da Águia”. A terra pura do Pico da Águia representa o estado de Buda que pode ser atingido por todos os que mantêm a fé na Lei Mística até o fim da vida. Ali, mestre e discípulo, companheiros de fé, pais e filhos, cônjuges, familiares e todos os que estão unidos por profundos laços de vida, podem celebrar um jubiloso reencontro. Procedentes do estado de Buda universal, os Bodhisattvas da Terra, aparecem neste mundo saha cheio de problemas, para cumprir a missão de conduzir os seres humanos à iluminação. Depois de cumprir a missão na vida, regressam uma vez mais ao estado de Buda do Universo — à terra pura do Pico da Águia. Esse é o “lar” eterno — na profunda dimensão da vida — dos corajosos Bodhisattvas da Terra, consagrados a propagar amplamente a Lei Mística. Um “lar” habitado por companheiros do tempo sem início. Ser um “buda em vida” significa evidenciar nosso estado de Buda inato com base nessa consciência, e nos levantarmos com coragem no palco de nossa missão, sem nos afastar da dura realidade cotidiana, não só pela felicidade pessoal mas também pela felicidade dos demais. Ser um “buda na morte” significa entrar no caminho eterno da infinita alegria da Lei depois de ter cumprido a missão nesta existência, e empreender a viagem seguinte pelo caminho do bodhisattva para continuar cumprindo o juramento de conduzir as pessoas à iluminação. O propósito desta existência é desenvolver um elevado estado de vida, por meio do qual possamos sentir verdadeiramente que somos budas em vida e na morte e que tanto uma condição como a outra estão imbuídas de alegria. Em outras palavras, cada momento desta existência é uma luta para consolidar esse estado de vida. Neste escrito, Daishonin cita uma passagem do Sutra de Lótus: “A pessoa que mantém este [sutra] está mantendo o corpo do Buda”. Tal como essa passagem declara, Nanjo Hyoe Shitiro entrou no caminho eterno do nascimento e da morte no mundo do estado de Buda porque perseverou na prática budista e estabeleceu, ao longo de sua existência, essa elevada condição de vida. Daishonin tranqüiliza a monja leiga de Ueno com essas palavras. É como se estivesse dizendo a ela: “Seu falecido marido é, com absoluta certeza, um buda, tal como o Sutra de Lótus afirma”, “Seu marido venceu! Agora é a vez de a senhora vencer!”
Tanto a terra pura como o inferno não existem fora de nossa vida; eles somente podem ser encontrados em nosso coração. A pessoa que desperta para isso é chamada de Buda; e a que ignora é chamada de mortal comum. O Sutra de Lótus revela essa verdade, e quem abraça esse sutra perceberá que o inferno é a própria Terra da Luz Tranqüila.
Tanto o inferno como a terra pura existem em nós. Acreditar que ambos existem em outro lugar é ilusão. É isso o que nos ensina Daishonin. Nesse trecho da carta, Nitiren Daishonin encoraja a monja leiga de Ueno com um outro foco. Ele já não diz a ela sobre a iluminação do falecido marido, mas sim sobre a iluminação dela. As pessoas que praticam o Sutra de Lótus podem comprovar na própria vida o princípio de que “o inferno é a Terra da Luz Tranqüila”. Em um de seus escritos, Daishonin diz a Shijo Kingo que, se fosse necessário para protegê-lo, ele o acompanharia mesmo no inferno. Daishonin diz: “Se o senhor e eu caíssemos no inferno juntos, encontraríamos o Buda Sakyamuni e o Sutra de Lótus ali”. Podemos entender na frase que, se Nitiren Daishonin e Sakyamuni estão presentes no Inferno, este deixa de ser inferno para tornar-se a terra do Buda. Nesse caso, os guardiões do inferno não atacariam os seguidores do Buda, e Yama, rei do inferno, não teria outra escolha senão proteger o Sutra de Lótus. O Sutra de Lótus é um ensino capaz de transformar o lugar em que estamos na terra do Buda. Ter fé no Sutra significa empreender esse desafio. Conseqüentemente, é impossível que os seguidores de Daishonin que perseveram na prática do Sutra de Lótus devam sofrer no estado de inferno. A eles está assegurado um estado de vida de absoluta liberdade. Daishonin queria transmitir esse ponto à monja leiga de Ueno. Muito embora, provavelmente, ela já tivesse escutado várias vezes sobre o princípio de que “o inferno é a Terra da Luz Tranqüila”, Daishonin queria que ela compreendesse esse ensinamento num nível muito mais profundo e que o manifestasse na própria vida. Essas passagens também transmitem o sincero desejo de Daishonin de que a monja leiga se dedicasse à prática budista com uma determinação ainda mais firme. Coloque esse artigo no seu site Para criar um link personalizado desse artigo no seu site, copie e cole o texto abaixo: Previsao: |
"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?" Sakyamuni |
"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça." Nitiren Daishonin
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"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade" Sensei Daisaku Ikeda |