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A morte e a eternidade da vida PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Revista Terceira Civilização 452   

Morte e a renovação da vidaO budismo ensina que antes de compreender qualquer outro assunto, é preciso compreender a morte.

Há na sociedade duas correntes de pensamento: a dos hedonistas e a dos pessimistas. A primeira é representada por aqueles que acreditam que tudo encerra-se com a morte e buscam o máximo prazer possível no presente sem pensar no futuro. Mais tarde descobrem que a vida nem sempre é um “mar de rosas” e acabam se lamentando de sua indolência.

A outra corrente, dos pessimistas, enxerga a morte como o alívio de todos os sofrimentos. Esse é o motivo de muitos suicídios.

Se essas duas correntes estivessem corretas, que significado teriam os desafios e as vitórias conquistadas nesta existência, já que tudo ficaria para trás quando a morte chegasse?

O presidente Ikeda afirma: “Embora o budismo pregue a eternidade da vida, sua teoria a respeito não é um simples e fácil paliativo para os que têm a morte como horrorizante. Pelo contrário, a impermanência de todas as coisas e a prevalecente miséria da vida humana — que estão entre os mais fundamentais ensinamentos do budismo — são doutrinas que o ser humano acha, certamente, aflitivas, senão tão atemorizantes como a própria morte. Longe, porém, de mascarar a verdade, o budismo nos ordena a olhar as coisas calma e destemidamente. Enfrenta diretamente o fato de que tudo o que vive morrerá. Perguntamos: por que devemos morrer? São a vida e a morte fundamentalmente separadas ou são intimamente relacionadas? Com coragem, paciência e olhos abertos, Sakyamuni lutou para encontrar as verdadeiras respostas a essas questões com respeito à sua própria vida. E descobriu que a claridade é a vida eterna. (...)

“É um equívoco pensar tanto na vida como na morte em termos absolutos, tomar uma e ignorar outra. Ambas são fases intrínsecas da existência humana. A vida humana flui eternamente em grandes ondas, alternando com a morte — indo e vindo — através do tempo. Sakyamuni percebeu isto recordando o fluxo das suas próprias vidas. Sua doutrina não era qualquer doutrina romântica de imortalidade surgida de uma vontade de viver. Pelo contrário, ele percebeu que a vida é eterna porque a lei de causa e efeito ordenou as suas próprias séries de existências. No seu conceito, a morte ocorre para que possa haver uma nova vida. Sua função é como a do sono, que é um período de descanso antes de um novo despertar.”13

A morte é tida como um sofrimento pelo fato de as pessoas se limitarem apenas à existência presente. Ela causa medo por não se saber quando e de que forma virá. O mais importante, entretanto, é criar causas positivas para que chegue sem causar sofrimentos tanto para si como para as pessoas ao redor.

Nitiren Daishonin deixou em uma carta a seguinte recomendação:

Sofra o que tiver de sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue orando Nam-myoho-rengue-kyo, não obstante o que aconteça. Então, experimentará a infinita alegria da Lei. Fortaleça sua fé mais do que nunca.

Estas palavras são a chave para uma vida significativa e do mais elevado valor.

Sob a perspectiva budista, a vida é eterna. Por essa razão, a prática budista deve ser eterna, abrangendo o passado, o presente e o futuro. Em outras palavras, a continuidade da prática é fundamental. Não importa a forma como a pessoa falece, o mais importante é o estado de vida que ela encerra sua existência. Com essa prática, a pessoa eleva seu estado de vida e, no momento da morte, pode sentir uma profunda realização. A esse respeito, Ikeda diz: “As pessoas que recitam e propagam o Nam-myoho-rengue-kyo por toda a vida desfrutarão, após a morte, um estado de infinita liberdade tão radiante quanto o sol do alvorecer e que fará com que se alegrem por terem morrido. Dessa forma, podemos receber tanto a vida como a morte com alegria. É por isso que Daishonin nos pede para colocarmos em prática nossa fé na Lei Mística com toda a sinceridade nesta existência. Ele também incentiva os familiares que ficaram, dizendo-lhes para não se preocuparem, pois aqueles que faleceram mantendo a fé na Lei Mística, com certeza, serão felizes. Assim é o mundo da Lei Mística.”

 

Leia também: A morte e a eternidade da vida

 

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"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?"

Sakyamuni

"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça."

Nitiren Daishonin

 

"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade"

Sensei Daisaku Ikeda