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Mudar a nós mesmos para mudar nosso ambiente PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Revista Terceira Civilização 464   

Mudar a nós mesmos para mudar as circunstânciasO sutra Vimalakirti declara que, quando se busca a condição de absoluta liberdade do Buda na mente dos mortais comuns, descobrirá que eles são entidades da iluminação, e que os sofrimentos do nascimento e da morte são nirvana. Também afirma que se a mente das pessoas é impura, sua terra será igualmente impura. Mas se sua mente é pura, assim será sua terra. Portanto, não há duas terras, pura e impura ao mesmo tempo. A diferença reside unicamente na mente boa ou má das pessoas.


Isso se aplica tanto aos budas como aos mortais comuns. Quando uma pessoa é dominada pela ilusão, é chamada de mortal comum, mas quando iluminada, é chamada de Buda. Isso se assemelha a um espelho embaçado que brilhará como uma jóia quando for polido. A mente que se encontra encoberta pela ilusão da escuridão inata da vida é como um espelho embaçado, mas quando for polida, é certo que se tornará como um espelho límpido, refletindo a natureza essencial dos fenômenos [ou seja, a natureza do Darma] e da realidade. Manifeste uma profunda fé polindo diligentemente seu espelho dia e noite. Como deve poli-lo? Não há outra forma senão devotar-se à recitação do Nam-myoho-rengue-kyo.
(Os Escritos de Nitiren Daishonin [END], vol. I, págs. 3-4.)

Conforme já expus em detalhes, a totalidade do budismo existe dentro de nós. A chave para atingir o estado de Buda — a transformação fundamental de nossa condição de vida — também se encontra na mudança em nosso coração e em nossa mente.

Para transmitir esse ponto, Daishonin cita o sutra Vimalakirti, e o sintetiza da seguinte forma: “Quando se busca a condição de absoluta liberdade do Buda na mente dos mortais comuns, descobrirá que eles são entidades da iluminação, e que os sofrimentos do nascimento e da morte são nirvana”. (END, vol. I, pág. 3.)

A frase “Os mortais comuns... são entidades da iluminação” significa que a sabedoria para atingir o estado de Buda (iluminação) manifesta-se na vida das pessoas comuns, repleta de desejos mundanos. De maneira semelhante, a declaração “os sofrimentos do nascimento e da morte são nirvana” significa que a condição de verdadeira paz e tranqüilidade (nirvana), própria do estado de Buda, manifesta-se na vida das pessoas comuns atormentadas pelos sofrimentos do nascimento e da morte. Nesses trechos, Daishonin explica que os budas e as pessoas comuns não estão separados. A única diferença entre eles se encontra na “mente das pessoas comuns”.

Daishonin também cita uma passagem do sutra Vimalakirti que explica a diferença entre uma terra pura e outra impura. Ele a resume da seguinte forma: “Se a mente das pessoas é impura, sua terra será igualmente impura. Mas se sua mente é pura, assim será sua terra”. Ele esclarece que não existem duas terras separadas; a única distinção entre os lugares puros e impuros está na “mente boa ou má das pessoas”. Nesse sentido, a terra pura não existe em algum lugar fora ou separado, mas no mundo real, e é construída a partir da mudança das pessoas que nela vivem. Esta é uma visão prática e dinâmica de uma terra pura, com base na idéia da “purificação das terras do Buda” exposta no Sutra de Lótus (The Lotus Sutra [LS], cap. 4, pág. 81).

A passagem do sutra Vimalakirti citada por Daishonin pertence ao 5º capítulo, “Indagações sobre a doença”. Esse capítulo descreve o diálogo entre Vimalakirti, um seguidor leigo budista de qualidades notáveis, que praticava o Caminho do Bodhisattva e se encontrava doente, e Manjushri, um dos principais discípulos de Sakyamuni, que tinha ido visitá-lo. Quando perguntado sobre a causa de sua doença, Vimalakirti responde: “Porque todos os seres adoecem, eu adoeço”. Esta é uma passagem muito conhecida que revela de forma concisa o espírito fundamental do bodhisattva de compartilhar o sofrimento dos demais como se fosse o seu próprio.

Vimalakirti diz ainda que os bodhisattvas escolhem nascer junto às pessoas atormentadas pela ilusão, bem como compartilhar seus sofrimentos de nascimento e morte para instruí-las e conduzi-las à iluminação. Por outro lado, os bodhisattvas nunca se deixam influenciar ou se abater pelos sofrimentos por terem estabelecido um puro estado de iluminação interior.

Dessa forma, as passagens do sutra Vimalakirti citadas por Daishonin esclarecem o significado do estado de Buda e da terra pura do ponto de vista daquele que pratica o Caminho do Bodhisattva e se dedica em meio à realidade da vida diária. Por essa razão, Daishonin conclui: “Quando uma pessoa é dominada pela ilusão, é chamada de mortal comum, mas quando iluminada, é chamada de Buda”. (END, vol. I, pág. 4.) Em outras palavras, a diferença entre as pessoas comuns e os budas nada mais é que a diferença entre a ilusão e a iluminação na mente das pessoas comuns. Como então converter essa ilusão em iluminação?

Na passagem anterior, Daishonin explica que, quando o coração das pessoas muda, a terra ou o ambiente externo também se transforma. O que ocorre no aspecto mais profundo é a mudança da ilusão para a iluminação.

Conforme já expus anteriormente, o que possibilita essa transformação é o Daimoku e, no nível espiritual, a fé. De forma mais simples, mediante a fé podemos superar a ignorância ou escuridão que constitui a raiz da ilusão e manifestar o estado de Buda do qual sempre fomos dotados.

Daishonin vale-se de uma metáfora para descrever esse potencial para a mudança. Ele diz: “Isso se assemelha a um espelho embaçado que brilhará como uma jóia quando for polido”. (END, vol. I, pág. 4.) Desse modo, ele ensina que a recitação do Daimoku é o meio para vencer nossa escuridão interior e para “polir” nossa vida.

Todos os seres vivos são entidades da Lei Mística, por possuírem-na inerentemente. Nosso estado de Buda intrínseco nos permite extrair o poder da Lei Mística que existe em nós, de forma livre e irrestrita, sempre que precisarmos. Daishonin compara esse estado de vida supremo com um espelho límpido que reluz como uma jóia. Contudo, mesmo sendo uma entidade da Lei Mística, não podemos evidenciar o poder da Lei se nossa vida estiver encoberta pela ignorância. Nesse estado de escuridão e impureza, somos como um “espelho embaçado” que não reflete nada. A recitação do Daimoku é a prática para polir o espelho embaçado de nossa vida.

 

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Comentários (1)
iluminacao
1 Sáb, 28 de fevereiro de 2009 10:58
???
muito profundo,gostei muito,principalmente para chacubuku,e paramim,que tenho poucos anos de pratica,o estudo e muito vasto.adoreise tiver outro texto para poder passar para chakubuko,pode mandar.obrigada.dri

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"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?"

Sakyamuni

"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça."

Nitiren Daishonin

 

"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade"

Sensei Daisaku Ikeda