


| A natureza intrínseca da vida e da morte |
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| Escrito por Revista Terceira Civilização 470 | |
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O Grande Mestre Dengyo afirma: “As duas fases da vida e da morte são as maravilhosas funções da mente de uma pessoa”. Os dois modos da existência e da não-existência são as verdadeiras funções de uma mente inerentemente iluminada”. Nenhum fenômeno — seja o céu seja a terra, yin ou yang, o Sol ou a Lua, os cinco planetas, ou quaisquer dos mundos, desde o Inferno até o estado de Buda — está livre das duas fases da vida e da morte. A vida e a morte são simplesmente as duas funções do Myoho-rengue-kyo. Em sua obra Grande Concentração e Discernimento, Tient’ai declara: “O nascimento indica o surgimento da natureza essencial da Lei e a morte, a extinção dessa natureza”. Sakyamuni e Muitos Tesouros, os dois budas, também são as duas fases da vida e da morte.(END, v. 3, p. 173-174.) Antes de mais nada, Daishonin explica que myo (místico) representa a morte, e ho (Lei), a vida. Isso significa que a Lei Mística incorpora as “duas fases da vida e da morte”, ou a vida em sua totalidade. Em outras palavras, a vida e a morte integram e são inerentes à Lei Mística, a lei fundamental do Universo. De fato, ambas constituem seu ritmo inato. Com base no conceito de origem dependente, o budismo afirma que tudo existe numa relação de interdependência, ou seja, nada existe isoladamente. Os seres vivos, os fenômenos e suas diversas causas e condições, surgem, mudam e desaparecem numa rede de inter-relações infinita. Quando pensamos nisso, o fato de o Universo estar infinitamente interconectado, e a vida e a morte de todos os seres individuais fazerem parte dessa rede interdependente é algo realmente maravilhoso e insondável. Por isso, a lei do Universo se chama “Lei Mística”. Em “A herança da suprema Lei da vida”, Daishonin faz uma distinção: myo (místico) corresponde à morte e ho (Lei), à vida. Como ho representa os fenômenos manifestos, corresponde à vida manifestada como seres vivos individuais. Myo, por sua vez, significa “místico ou inescrutável” e corresponde à morte. Isso denota que o vasto Universo com o qual todos os seres se fundem quando morrem é difícil de compreender. Mas, acredito, que o propósito principal dessa declaração é mostrar que a vida e a morte de todos os seres, na rede infinita do Universo, são funções da Lei Mística.
A metáfora do oceano e das ondas
Se considerarmos que no oceano há diversas correntes, invisíveis da superfície, pode-se dizer que a diferença entre a vida e a morte é a mesma que há entre as ondas que surgem na superfície e as correntes que circulam no fundo do oceano. A essência vital de um indivíduo não se extingue com a morte. A vida e a morte são, simplesmente, movimentos ondulantes da Lei Mística. Os movimentos que o mar registra em suas profundezas afloram na superfície como ondas, e então submergem novamente no oceano como correntes invisíveis. Da mesma forma, uma onda de vida que se manifesta na superfície do oceano da Lei Mística, ao morrer funde-se novamente com a massa oceânica e continua com suas ondulações, mesmo não sendo visíveis. Mas quando as condições forem propícias, essa essência de vida surgirá novamente como uma nova onda. Coloque esse artigo no seu sitePara criar um link personalizado desse artigo no seu site, copie e cole o texto abaixo: Previsao: |
"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?" Sakyamuni |
"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça." Nitiren Daishonin
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"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade" Sensei Daisaku Ikeda |