


| Você pode mudar o mundo |
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| Escrito por Revista Terceira Civilização 420 | |
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A verdade é que não é preciso ter um talento incomum para ser um agente transformador que contribui de forma significativa para mudar uma situação pessoal, organizacional e social. Observando esses líderes mundiais e os princípios que os guiaram, verificamos que possuem algumas características que podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa. Qual o primeiro passo para efetivamente promover uma mudança? O Budismo de Nitiren Daishonin explica a inter-relação da pessoa e seu ambiente. O ambiente familiar e social são reflexos da condição de vida de uma pessoa e não é algo separado dela. Então, para mudar algo externamente, é preciso, antes de tudo, mudar a si mesmo. Uma história que circula na internet ilustra essa questão: Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava decidido a encontrar a solução para eles. Ele passava todos os dias no laboratório, buscando as respostas para suas questões. Até que certo dia, seu filho de sete anos entrou no laboratório "decidido" a ajudá-lo em seu trabalho. O pai tentou, em vão, fazê-lo brincar em outro lugar. Desesperado, o cientista começou a procurar algo que distraísse o filho e ele pudesse voltar a trabalhar. Ele viu a ilustração de um mapa-múndi em uma revista e teve uma idéia. Recortou o mapa em vários pedaços e deu ao filho para que ele montasse o quebra-cabeças e "consertasse o mundo". Ele ficou tranqüilo, achando que o filho não conseguiria montar o quebra-cabeças. Mas, para sua surpresa, algumas horas depois, o menino trouxe o mapa totalmente montado. Quando perguntou ao filho como havia conseguido a proeza, ele respondeu que não sabia como era o mundo e, por isso, não conseguia consertá-lo. Todavia, viu que na parte de trás do mapa havia a figura de um homem e começou a recompô-la e conseqüentemente, recompôs o mundo também. Além da percepção e persistência demonstradas pelo menino, um conjunto de fatores são fundamentais para gerar mudanças, como: Ter uma filosofia de vida - A filosofia de vida de uma pessoa refletirá no modo como ela reagirá diante dos acontecimentos. Por isso, ter uma base filosófica, um alicerce que incuta esperança, coragem e autoconfiança, é essencial na vida de uma pessoa. Se uma pessoa não tem convicção em seus valores morais, e não consegue discernir o certo do errado, não terá forças para sustentar sua opinião em um momento decisivo e fazer o que é correto para si e para os outros. Possuir propósitos elevados - Ter um propósito maior que o liberte do egoísmo. Colocar em primeiro lugar as necessidades da coletividade e não as suas próprias (justiça, um ideal, a concretização da paz mundial). Amar as pessoas - O Budismo Nitiren crê que todas as pessoas possuem inerentemente a natureza de Buda. Assim, promove o respeito incondicional ao ser humano, transcendendo diferenças sociais, culturais e raciais. Ter empatia - O que motivou Nitiren Daishonin a estabelecer seu ensino há 750 anos? A sua empatia com o sofrimento humano. Esse é o espírito de um bodhisattva, ou seja, de alguém que leva esperança e ajuda todas as pessoas a tornarem-se felizes. Ter discernimento - Saber agir no momento certo de forma apropriada. Em uma situação conflitante, algumas vezes é preciso recuar e esperar uma melhor oportunidade para ter o resultado esperado. Se a época atual não é favorável para um empreendimento, deve-se preparar o terreno para criar as condições apropriadas no futuro. Não buscar reconhecimento - Não agir pensando em receber algo em troca. O importante não é receber aplausos e reconhecimento por seus feitos, mas ter a satisfação pessoal de saber que suas ações geraram resultados positivos na vida de outras pessoas. Ter sonhos - Não ficar preso aos acontecimentos do passado, mas ter uma visão otimista e grandiosa do futuro. As pessoas que não têm capacidade de sonhar e não acreditam na concretização de seus sonhos sempre estarão limitando seu potencial criativo e de realização. Dar o exemplo - O famoso ditado que diz "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço" se aplica bem a essa situação. As pessoas têm a tendência de apontar os erros dos outros e não perceber que suas palavras também não condizem com suas ações. Por exemplo, falar da importância do meio ambiente e jogar lixo na rua; falar sobre humanismo e não demonstrar consideração pelas pessoas em geral; bradar pela justiça e cometer pequenas injustiças no dia-a-dia. Mais importante que palavras bonitas são as ações coerentes das pessoas. Dar o melhor de si - Focalizar a sua própria ação e não a de outras pessoas. Quem se esforça e se dedica, dando o melhor de si, conquista a confiança e o respeito das pessoas. Assumir a responsabilidade - O segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, dizia que não se pode realizar uma grande luta se estiver pensando em receber a ajuda de outras pessoas. O espírito de levantar-se só é a essência da vitória. É mais cômodo esperar que outros resolvam os problemas. Muitas vezes, é preciso que um acontecimento afete diretamente a vida de uma pessoa para que ela se posicione e tome uma atitude. Pessoas que fazem a diferença não mantêm uma postura indiferente e apática diante de injustiças ou dos sofrimentos alheios. Elas tomam para si a responsabilidade de fazer algo para mudar o rumo dos acontecimentos. Todos esses pontos sempre são destacados na filosofia budista e, por isso, fazem da Soka Gakkai uma fonte de valores humanos. Na organização, existem inúmeros relatos de heróis anônimos que, motivados pelas palavras de Daishonin - "se iluminar o caminho para os outros, estará também iluminando seu próprio caminho" - tornam-se o eixo de harmonia para seus familiares e a comunidade em que vivem. Quando se acredita no valor de uma pessoa e se faz o máximo para que ela seja feliz, infalivelmente ela corresponderá a esse sentimento. E a alegria resultante dos esforços empreendidos cria mais valores positivos e desencadeia um crescente desenvolvimento que irá transformar uma vida, uma família, um país e o mundo. Tudo depende da decisão e da ação de uma única pessoa. A crença incondicional no ilimitado potencial de cada ser humano é o que move os esforços na SGI até os dias de hoje. Em outras palavras, seus esforços partem da premissa de que, enquanto existir confiança na capacidade humana para manifestar o bem e buscar a felicidade, sempre haverá meios para superar quaisquer impasses. "Quando alguém está se afogando, não basta ficar ao seu lado e dizer que 'alguém deveria pular e salvá-lo'. A história necessita de pessoas que agem, não daquelas que apenas dizem o que os outros deveriam fazer. Uma outra maneira importante de atuação social pró-ativa, e que muitas vezes passa despercebida, é a própria postura e atuação de cada indivíduo em seu dia-a-dia. Sem se dar conta, a todo momento as pessoas se relacionam com outras ao seu redor, ora influenciando ora sendo influenciadas, tanto positiva quanto negativamente. Queira ou não, cada pessoa tem um papel e uma parcela de responsabilidade no contexto das relações humanas em sua família, círculo de amizades, trabalho, escola, comunidade ou sociedade. Atuar passiva ou ativamente, de maneira benéfica ou prejudicial, determina o direcionamento que se dá à própria vida, além de influir na dos que estão ao redor. Cultivar virtudes e buscar o próprio aperfeiçoamento, enquanto se auxilia outros nesse caminho, criando laços de confiança e respeito - esse comportamento estabelece a base para ações concretas em prol da sociedade. O auto-aprimoramento é o primeiro passo que desencadeia esse processo, uma vez que toda transformação positiva e duradoura que se queira processar no ambiente externo só é possível com a mudança na consciência e atitude dos indivíduos envolvidos. Em torno desse eixo, crescimento individual e bem-estar coletivo tornam-se duas faces do mesmo processo de desenvolvimento social.Essa abordagem encontra ressonância nos princípios da filosofia budista e, por conseqüência, nos ideais da SGI, conforme expressa a seguinte passagem do preâmbulo da Carta da Soka Gakkai Internacional: "Acreditamos que o Budismo de Nitiren Daishonin, filosofia humanística de infinito respeito pela dignidade da vida e de benevolência que abrange tudo, capacita os indivíduos a cultivar a sabedoria e a criatividade do espírito humano para vencer as dificuldades e crises que a humanidade enfrenta, dando origem a uma sociedade de coexistência próspera e pacífica." Atuar pela construção de um mundo melhor não significa necessariamente abrir mão de projetos individuais ou opções de vida, mas usufruir da possibilidade de direcionar as atribuições diárias também para o bem-estar de todos, encarando atividades diárias como trabalho e estudo sob um prisma diferente e conferindo-lhes um novo significado. Em última análise, essa é uma opção que cabe a cada um e que, para atingir os objetivos descritos anteriormente, deve partir de uma escolha espontânea e livre de quaisquer outros interesses. Que tal? Pronto para mudar o mundo? Coloque esse artigo no seu sitePara criar um link personalizado desse artigo no seu site, copie e cole o texto abaixo: Previsao: |
"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?" Sakyamuni |
"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça." Nitiren Daishonin
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"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade" Sensei Daisaku Ikeda |