


| Dinheiro - solução para os problemas? |
|
|
|
| Escrito por Revista Terceira Civilização | |
Não se pode negar que o dinheiro é uma das coisas que mais afetam a vida das pessoas. O dinheiro originou-se do anseio natural do homem de suprir suas necessidades básicas de sobrevivência e de aumentar seu conforto. Nos primórdios da civilização, o homem começou a permutar mercadorias. Mas, à medida que a sociedade foi evoluindo e tornando-se mais complexa, o sistema monetário foi se desenvolvendo e se aprimorando até chegar à forma que conhecemos hoje. O dinheiro tornou-se tão imprescindível para a vida do homem que muitos o associam à conquista da própria felicidade. Contudo, pessoas ricas também passam por sofrimentos e podem ser extremamente infelizes. No fundo, o que as pessoas buscam é o fim de seus sofrimentos. Para os mais pobres, o dinheiro representa o fim da batalha pela sobrevivência. Para os ricos, pode representar status. A realidade é que o dinheiro traz conforto, mas não é a chave para uma vida plena e feliz. Infelizmente, a tendência do ser humano é atribuir a outras pessoas ou situações a causa de seus infortúnios. Um desempregado pode culpar o governo ou a crise econômica pela sua situação; e um filho pode culpar seus pais por não ter tudo o que deseja. Muitas pessoas trabalhadoras e capazes se vêem, num momento da vida, num beco sem saída. E, por mais que busquem uma solução, as portas parecem se fechar para elas. Há vários relatos de pessoas que viveram esse tipo de situação desesperadora e que encontraram no Budismo Nitiren o caminho para transformá-la. Ao compreenderem a causa de seus sofrimentos, elas aprenderam a rever seus conceitos e a encarar a vida de maneira realista. Um dos primeiros conceitos aprendidos é o da lei de causa e efeito e o da inseparabilidade do ser e seu meio ambiente (esho funi). Segundo a lei de causa e efeito, o carma é formado por causas boas ou más, surtindo efeitos bons ou maus. As conseqüências dos atos de uma pessoa podem se manifestar tanto na vida presente como em existências futuras. Portanto, os infortúnios são efeitos de causas feitas pela própria pessoa. E o princípio de esho funi explica que o ser vivo e seu ambiente são dois fenômenos independentes, mas unos em sua existência fundamental. Ou seja, são dois aspectos integrantes de uma mesma entidade. De acordo com o presidente da SGI, Daisaku Ikeda: "Cada vida é individual e, enquanto se manifesta neste mundo, a particular existência formada simultaneamente configura um meio ambiente com o qual seja compatível. Para ver a verdade disso basta olhar as circunvizinhanças de uma pessoa particular, pois - nesse meio - podemos distinguir claramente todas as inclinações e características da sua vida. Se tentarmos imaginar um ser humano sem meio ambiente, estaremos falando de nada, configurando-o miticamente. "Na medida em que a vida estende sua influência à circunvizinhança, o meio ambiente automaticamente muda de acordo com a condição da vida. Então, o meio ambiente - que é um reflexo da vida interior dos seus habitantes - sempre adquire as características dos que nele existem."1 Essa idéia é compartilhada por Ortega y Gasset que afirmou: "Eu sou eu mesmo e minha circunstância, se não a salvo, não posso me salvar."2 Esses dois importantes princípios budistas ensinam que as pessoas devem buscar dentro de si a causa e a solução para seus problemas e que todos os aspectos da vida são, na realidade, reflexos da condição de vida interior de uma pessoa, de um grupo ou de uma nação. Assumir a responsabilidade pelas próprias circunstâncias é um dos pontos essenciais na prática do Budismo Nitiren para conquistar uma vida feliz. O budismo também explica a importância da boa sorte na vida: "A boa sorte é um dos fatores integrantes de uma vida feliz e realizada. Sem ela não se pode efetivar muitos dos desejos e sentir-se feliz. Por exemplo, se nos faltar a sorte o nosso esforço para ganhar dinheiro resultará em fracasso, de uma maneira ou de outra. Em contraste, se nascemos dotados de boa sorte, podemos enriquecer a nossa vida tanto material como espiritualmente, mas perderemos tudo se agirmos contra o Verdadeiro Budismo."3 A transformação individual gera o bem-estar social Quando a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim, o Japão era um país completamente devastado. O segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, que havia sido preso pelo governo militar por defender a liberdade religiosa e por opor-se à guerra, iniciou sua luta para reconstruir a organização. Na época, as pessoas referiam-se à Soka Gakkai como um grupo de pobres e doentes. Mas Toda dizia que a Soka Gakkai não as fez pobres e doentes. Porém, dentro delas, elas se tornariam prósperas e sadias. E foi exatamente isso o que ocorreu. Um desses casos é narrado na Nova Revolução Humana, de autoria de Daisaku Ikeda, e ocorreu na cidade de Fukuoka, onde surgiu uma grande favela conhecida como Dokan. Seus moradores viviam marginalizados pela sociedade e seu ambiente era corrompido por roubos, assassinatos, tráfico de drogas e bebidas. Um dos moradores de Dokan era Hissayuki Imura que, aos 37 anos, tinha esposa e três filhos pequenos. Ele trabalhava como contador e tinha um futuro promissor. Porém, sofria de asma e nem sempre podia trabalhar. Devido a isso, a empresa teve de demiti-lo. Sem ter onde morar, Imura pensou em se matar. Andando sem rumo, sua família foi parar na favela Dokan e lá ergueram um barraco. Imura começou a vender petiscos para sustentar a família. Mas, a crise de asma e as péssimas condições do local só agravavam sua saúde. Então, ele conheceu o budismo e por meio da prática da fé, recuperou totalmente sua saúde. Em 1966, Imura deixou a favela Dokan e alugou uma casa, onde instalou um pequeno restaurante. Com sabedoria, ele foi administrando seu negócio e conseguiu adquirir a casa própria, podendo assim oferecer maior conforto à sua família. Ele dedicou-se ativamente para incentivar as pessoas na prática da fé e demonstrou seu valor como cidadão, engajando-se em campanhas sociais, tornando-se presidente de uma associação de bairro. Sem esforço não há vitória Jossei Toda passou por grandes dificuldades financeiras após a guerra. Contudo, ele não buscou caminhos mais fáceis ou tentou se esquivar de suas responsabilidades. Com coragem e discernimento, Toda comprovou a veracidade do Budismo Nitiren em todos os aspectos de sua vida. Ele costumava citar esse trecho das escrituras de Nitiren Daishonin: "Se o céu clarear a terra se tornará clara. De maneira semelhante, se a pessoa se torna versada no Sutra de Lótus naturalmente compreende o significado das leis da sociedade." Segundo Toda, esse trecho significa que aqueles que abraçam o Gohonzon devem ser capazes de melhorar sua vida ou fazer seus negócios prosperarem. No romance Nova Revolução Humana, Shin-iti Yamamoto, pseudônimo de Daisaku Ikeda, destaca a importância da disposição de uma pessoa ao se lançar a um empreendimento: "Em se tratando de oração, existem pessoas que não se esforçam e ficam apenas esperando que a resposta de seu pedido caia do céu. Se uma religião permite essa conduta, estará então corrompendo o ser humano. No Budismo de Nitiren Daishonin a oração é originalmente um juramento e sua essência é o Kossen-rufu. Em outras palavras, significa orar resolutamente com a seguinte determinação: 'Eu vou realizar o Kossen-rufu do Brasil. Para isso, vou demonstrar brilhantes comprovações também em meu trabalho. Por favor, faça com que eu possa evidenciar o máximo de minhas forças.' Este deve ser o contexto básico de nossas orações. Com esta disposição, devemos estabelecer objetivos claros a serem realizados concretamente a cada dia, desafiando-os e orando pela concretização de cada um deles. É dessa seriedade e forte determinação que emergem a sabedoria e a criatividade, e é daí que se abre o caminho do sucesso. Portanto, a vitória na vida surge da interação entre 'decisão' e 'oração', 'esforço' e 'planejamento'. É um erro querer ganhar uma grande fortuna apenas sonhando ou ficando na expectativa do aparecimento de uma oportunidade de ganho fácil e lucrativo. Isso não é fé; apenas uma fantasia. O trabalho é a base que sustenta a vida diária. Se não obtiver vitória no trabalho, não é possível comprovar o princípio de que o 'budismo é a própria vida diária'. Por favor, abandone por completo a postura acomodada e empenhe-se mais uma vez no trabalho, canalizando todo o seu ser com renovada decisão." Por mais difícil que seja a realidade de uma pessoa, se ela se manter firme em sua prática budista e esforçar-se para vencer a si mesma diariamente, com certeza evidenciará imensa boa sorte e será vitoriosa na vida. O Nam-myoho-rengue-kyo incorpora o nome e a vida de Nitiren Daishonin. Aquele que recita Daimoku consegue evidenciar o estado de vida do Buda em sua própria vida. Não existem budas que ficam sofrendo eternamente na pobreza. Também não existem budas cruéis ou malvados como não existem budas fracos ou derrotados na vida. Buda é um outro nome para uma pessoa que está determinada a vencer não importa o que aconteça. Daisaku Ikeda Notas 1. Vida - Um Enigma, uma Jóia Preciosa, Editora Record, 1993, pág. 173. 2. Daisaku Ikeda, Proposta de Paz 2003, Editora Brasil Seikyo, pág 9. 3. Guia Prático do Budismo, Editora Brasil Seikyo, pág. 108. 4. Cf. Nova Revolução Humana, vol.6, págs. 100-102. 5. Nova Revolução Humana, "O Desbravador", vol.1, pág.195. 6. Brasil Seikyo, edição nº 1.222, 17 de abril de 1993, pág. 4. 7. The Daily Motivator, site: http//greatday.com/motivate/
Coloque esse artigo no seu sitePara criar um link personalizado desse artigo no seu site, copie e cole o texto abaixo: Previsao: |
"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?" Sakyamuni |
"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça." Nitiren Daishonin
|
"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade" Sensei Daisaku Ikeda |