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O Budismo e a homossexualidade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Diversas fontes (Compilado por Adriano Brito)   

No Budismo de Nitiren Daishonin não há julgamentos sobre a sexualidade ser boa ou má – somente ela existe, nem imposições para que seus praticantes manifestem um comportamento sexual em particular, deixando a decisão para o próprio indivíduo. Em uma de suas viagens para a Europa, o presidente Ikeda proferiu uma orientação sobre o tema, em Paris: "O Budismo não considera a homossexualidade nem como um mal, nem como um bem. Como todos os senhores sabem, o Budismo é a filosofia da vida e, mais precisamente, a filosofia da vida humana.

 

Quanto à homossexualidade, esta é uma questão que deve ser colocada em outra categoria. Conseqüentemente, o budismo não considera como um distúrbio ou vício. Como todos os seres humanos são considerados iguais, qualquer que seja a sua condição de vida, todos apresentam a natureza do Buda e podem evidenciá-la através da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo. Por isso, é de suprema importância tomar cuidado para não considerar a homossexualidade como um desequilíbrio e absolutamente não pensar que seja um sinal de uma prática incorreta ou fraca".

Na matéria "Entre a fé e o desejo" da revista Junior da Editora Sapucaia cita-se: "Religião e homossexualidade são temas comumente vistos como polêmicos. Ainda que estejam diretamente relacionados com inúmeras práticas cotidianas, raramente refletimos criticamente a respeito deles sem cairmos em posturas simplistas ou autoritárias." (estado de ira). E continua: "A inteligibilidade da masculinidade e feminilidade nas religiões varia significativamente. O espiritismo kardecista, por exemplo, indica que a homossexualidade resulta da passagem de um espírito do corpo masculino para o feminino e vice-versa - essas reencarnações transexuais fazem parte de um processo pelo qual a raça humana um dia encontrará a perfeição. O posicionamento religioso espírita facilita, para aqueles praticantes indspostos a não valorizar a homossexualidade, uma visão classificatória das pessoas homossexuais em um estágio inferior aos das pessoas heterossexuais, mesmo que considere esta eapa não definitiva e estas pessoas merecedoras de atitudes amorosas.

Já nos dias atuais, a doutrina oficial da igreja católica trocou a prática da fogueira por um discurso homofóbico travestido de tolerância: Ela reconhece as relações homossexuais como atos intrinsecamente desordenados, mas orienta a não discriminação das pessoas não heterossexuais, destinando a elas como única opção moral possível a castidade, ao celibato ou a restrição opressora e discriminadora de que todo ato genital entre homem e mulher deve restringir-se ao matrimônio, sob a justificativa de procriação. Há porém, contrário a tudo isso, expressões religiosas como o budismo onde é perfeitamente possível afirmar que a prática da homossexualidade não é um critério, assim como a da heterossexualidade, de julgamento moral."

A matéria prossegue fazendo uma reflexão sobre outras linhas religiosas, onde a maioria recohece a homossexualidade como uma prática merecedora de condenação ou punição religiosa, e propõe o seguinte questionamento: "A preocupação com as práticas e desejos afetivos sexuais importa mais a deuses, ao sobrenatural, ou às pessoas que organizaram e organizam essas instituições religiosas?"

Como afirma o presidente Ikeda, o budismo de Nitiren Daishonin não proclama um comportamento moralista, mas como uma filosofia de defende o respeito máximo pela vida, é importante que nos comportemos de modo digno para consigo e aos que estão ao nosso redor. Outro ponto a ser destacado é quando a própria homossexualidade é vista como um sofrimento. Neste caso, o budismo ensina a luta pra ultrapassar esta manifestação cármica, como qualquer outro desafio a ser enfrentado. Caso o indivíduo se sinta satisfeito com a sua opção sexual, não existe motivos para que modifique o seu comportamento.

Finalizando, ele cita: "O Budismo concentra-se na iluminação para a vida universal e no auto-aperfeiçoamento de acordo com tal iluminação. A conduta ética e moral naturalmente evolui como conseqüência do auto-aperfeiçoamento, mas não é a preocupação principal. Mas, isto não quer dizer que o budismo defenda a licenciosidade sexual. Moralidade é coisa relativa, que varia de uma cultura para outra. A tentativa de qualquer religião de impor a outra cultura, padrões morais estranhos só pode estimular a rejeição da mesma e a negação do seu poder em praticar o bem. Por essa razão, ensinar a verdade básica, universal e dar apenas ênfase secundária a questões de códigos de ética – como o budismo geralmente procedeu – parece prometer maiores vantagens a todos os interessados, do que dar excessivo destaque a pontos de moralidade que, na melhor das hipóteses, são apenas relativos".

 

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Comentários (1)
homossexualidade
1 Qua, 04 de março de 2009 11:41
???
SOU HOMOSEXUAL HÁ 26 ANOS, TIVE VÁRIOS RELACIONAMENTOS 4 A 5 ANOS, COM COMPANHEIRAS QUE HOJE SÃO MINHAS AMIGAS. GOSTEI MUITO DE LER O TEXTO QUE ESCLARECE A POSIÇÃO DO BUDISMO QUANTO AOS HOMOSSEXUAIS. TENHO UMA FILHA QUE É INTERPRETE JURAMENTADA, HÉTERO, CASADA, QUE MORA NOS USA, QUE ME DEU 3 NETAS LINDAS. TENHO UM FILHO QUE É PSIQUIATRA, CASADO COM UMA PSIQUIATRA, E MEU FILHO É BUDISTA HÁ 15 ANOS,TENDO GRANDE FREQUENCIAS AS REUNIÕES. MINHA FAMÍLIA NUNCA SE INCOMODOU COM MINHA ORIENTAÇÃO SEXUAL, CONVIVENDO , OTIMAMENTE COM MINHAS COMPANHEIRAS. QUERO AGRADECER A LUZ QUE ME DERAM SOBRE O ASSUNTO E PARABENIZÁ-LOS POR TOCAR NUM SEGMENTO QUE PARA MUITOS É UM TABÚ.....SARANDAH, JUÍZA FEDERAL APOSENTADA.

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"Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?"

Sakyamuni

"Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que tiver de ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida, e continue orando o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, não obstante o que aconteça."

Nitiren Daishonin

 

"A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade"

Sensei Daisaku Ikeda